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Meu cão pode estar com Alzheimer?

Se você pensa que seu cão está livre de doenças degenerativas, você está enganada! Os cães podem ter uma doença degenerativa relaciona ao envelhecimento que é muito parecida com o Alzheimer em humanos. Ela é chamada de disfunção cognitiva canina envolvendo uma série de mudanças comportamentais e pode se manifestar a partir dos 7 anos de idade. O diagnóstico da doença nos cães é complexo porque não há um exame específico que identifique o problema.

Entre as manifestações desta doença podemos encontrar desorientação do cão (envolve momentos de agitação e/ou de sonolência), não reconhecimento do dono, redução de atividade física, mudanças no padrão do sono, perda de memória visual e alteração nos hábitos de higiene. Por exemplo, pode acontecer de ele urinar e defecar em qualquer lugar, deixando de interagir com a família, trocando a noite pelo dia e, em alguns casos, até em alguns casos não reconhecer mais os próprios donos, ficando assim apáticos.

Como formas de tratamento, contamos com algumas medicações e mudanças na dieta do animal para uma ração rica em antioxidante, que auxiliam no combate aos radicais livres que, por sua vez, retardam o envelhecimento. Além disso, o mais importante é que os donos tenham paciência, pois se trata de uma doença que interfere na qualidade de vida do pet. É essencial que se compreenda que o cão não se comporta assim por vontade própria, assim temos que ter paciência e carinho na hora de cuidar desses velhinhos.

Podemos dar algumas dicas para cuidar de cães com disfunção cognitiva

  1. Não deixar o animal sozinho por longos períodos, já que eles podem ficar confusos ao se enfiarem em lugares restritos da casa e não conseguirem sair, como embaixo de móveis, atrás de portas.
  2. São cães que irão dormir por mais tempo, é normal - isso acontece não só pela doença, como pelo envelhecimento. O ideal é levá-los mesmo dormindo para fazer as necessidades ou recorrer às fraldas descartáveis (nem todos os animais se adaptam).
  3. Se possível, deixar o espaço livre onde esses animais ficam para que possam caminhar, quando desejarem, sem acidentes. Manter a caminha higienizada e respeitar a lentidão nos momentos de passeio.
  4. Como podem ocorrer também mudanças no apetite do animal, que troca o dia pela noite, deixe a ração disponível e a água por tempo indeterminado. Converse com o veterinário para indicar opções pastosas para facilitar a mastigação do cão.
  5. Faça um acompanhamento de rotina com seu veterinário de confiança que ele irá indicar se necessário algumas medicações que podem ajudar.

Neste momento da vida deles é nossa hora de retribuir tudo de bom que eles nos proporcionaram e dar toda a atenção e carinho de eles merecem. Animal é tudo de bom...

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